Educação

Burnout em professores: 3 coisas que você precisa saber

Não é incomum os professores e profissionais da área da Educação se sentirem cansados após um ano letivo completo. Nestes últimos 16 meses, porém, essa exaustão ganhou novas proporções e contornos, especialmente, com o abre-e-fecha das escolas, os fatores emocionais do distanciamento social e da pandemia, e, muitas vezes, com os professores se sentindo tristes e culpados pela perda de aprendizagem dos alunos observada no período. Diante desse cenário, o Burnout ganhou ainda mais visibilidade na nossa sociedade, embora esteja presente há anos na profissão docente.

Afinal, o que é a Síndrome do Burnout?

É um distúrbio de esgotamento profundo relacionado ao trabalho. Comum em profissões que lidam com tarefas e demandas recorrentes, sob fatores incontroláveis, por um amplo período, o Burnout surge em profissionais que interagem rotineiramente com público. Ou seja, é também uma realidade da profissão professor, que reúne todas essas características.

E quais são os fatores que levam ao esgotamento dos docentes?


Para entender o tema, o Instituto Península fez um levantamento com mais de 2.100 papers científicos sobre Burnout no Brasil, compreendendo a experiência de mais de 4.500 professores entre 2003/2020. Com isso, o IP não só constatou que o Burnout é uma realidade da profissão docente pré-pandemia como identificou algumas das razões pelas quais ele acontece.

Um dos achados dos estudos é que a saúde emocional dos professores é pior do que a saúde física e pode impedir a atuação profissional. Por exemplo, o clima em sala de aula pode influenciar a síndrome. Enquanto 95% dos professores apontam o bom ambiente como uma motivação para seguir na profissão, quando ele é desafiador pode se tornar uma das razões para o desenvolvimento do Burnout.

Então, como prevenir o Burnout em professores?

São muitos os desafios da profissão docente, por isso não podemos cuidar do problema apenas quando ele já está avançado – ou seja, quando afasta um profissional da sala de aula. É verdade que o Burnout faz parte da carreira docente, porque tarefas recorrentes e as variáveis incontroláveis são uma constante no ofício do professor no contexto brasileiro. Porém, justamente por isso, é importante frisar: esta síndrome pode ser prevenida e evitada. Para mantermos nossos professores saudáveis, essa questão precisa da atenção dos gestores, estar presente no debate das políticas públicas e precisa de uma abordagem na formação inicial e continuada de educadores, ensinando-os técnicas para lidar com as diferentes pressões do dia a dia.

A escuta ativa, o acolhimento e o desenvolvimento integral dos professores também são caminhos possíveis para identificar e prevenir a síndrome. Na nossa iniciativa Vivescer, os educadores encontram um espaço para trocar experiências, serem acolhidos, percorrer jornadas e trabalhar integralmente quatro dimensões: corpo, emoções, mente e propósito. Conheça-a!Quer saber mais? Acompanhe também nossas redes sociais com uma série de reflexões e dicas

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