Esporte

1º Congresso de Educação Esportiva do Impulsiona debate o Esporte além das quatro linhas

A Educação não está apenas dentro da sala de aula. O professor deve incentivar os alunos a movimentarem seus corpos assim como fazem com a mente. Não é só ocupar pátios e quadras, mas também desenvolver, a partir do movimento do corpo, valores como o protagonismo, a inclusão e o pensamento crítico. Essas constatações estiveram presentes em todas as palestras do 1º Congresso de Educação Esportiva– “O Esporte e seu potencial transformador”, realizado no CEU Meninos em São Paulo, nos dias 9 e 10 de agosto. A ação é uma parceria do Impulsiona, iniciativa do Instituto Península, com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

Nesses dois dias, 300 professores da rede municipal de ensino puderam aprender, compartilhar e exercitar boas práticas em Educação Esportiva. Além de participar de oficinas e conferir uma exposição de trabalhos com estratégias para as aulas, eles também tiveram a oportunidade de interagir com grandes referências como Viviane Mosé e Katia Rubio.

A abertura do evento contou com a participação da ex-jogadora de basquete Magic Paula, que ressaltou que sua missão é transmitir para os jovens os valores do Esporte, independentemente de seguirem uma carreira como esportistas profissionais. Nessa linha, a filósofa Viviane Mosé deu início às palestras alertando para a urgência de a escola, no atual contexto de uma era digital, não deixar o corpo de lado.

              Mais do que alto rendimento, competição e formação: a Educação Esportiva como uma atividade inclusiva, que também envolva crianças e jovens com deficiência, foi o tema da apresentação de Rodrigo Mendes. Tetraplégico desde os 18 anos, é por meio da Educação que ele atua para romper de vez barreiras que já deveriam ter deixado de existir, destacando que “está mais do que na hora de a Educação Física se desprender e jogar a favor de uma escola que acolha a todos e perceba o potencial de cada um “

            No segundo dia, a professora do curso de Ciências do Esporte da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp, Larissa Galatti, explicou como a pedagogia atua na compreensão, experimentação e proposição de atividades cujo objetivo principal não é a formação de atletas, mas oferecer bagagem para as relações sociais. Segundo Larissa, é papel da escola apresentar o esporte ao aluno, abordar sua importância cultural e social, assim como estimular sua prática e visão crítica.

            Para encerrar, a psicóloga e professora da Escola de Educação Física e Esporte da USP, Katia Rubio, compartilhou o seu sonho de oferecer a todos a oportunidade de vivenciar ao máximo os benefícios do esporte. “Quando penso em uma Educação Física dentro da escola penso em uma disciplina que consiga compreender o aluno na sua integralidade”, disse Katia. Ela ressaltou que o Esporte também é um dos maiores exemplos de busca de excelência e meritocracia. “A beleza do Esporte está em promover o esforço com a perspectiva de ser uma pessoa melhor”, afirmou. Esses dois dias de Congresso, de trocas e aprendizados, colaboraram para reforçar o posicionamento do Instituto Península na valorização dos professores de Educação Física. Eles são os responsáveis por fazerem os alunos entenderem os valores do esporte e os levarem para o resto da vida, fazendo com que esses valores (como respeito, trabalho em equipe, agilidade, força de vontade, superação e tantos outros) estejam entre as bases de quem vai construir a nossa sociedade no futuro. Afinal, ser capaz de transformar realidades dentro e fora da quadra é um dos grandes motivadores na carreira de qualquer professor.

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